quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Você virou a página? Eu já estou lendo outro livro.

Estou lendo um livro, bem mais interessante e com menos poeira.
Estou lendo um livro, mais culto e com mais amor.
Estou lendo um livro que me faz muito mais feliz.
Estou lendo um livro com mais ênfase nas palavras.
Estou lendo um novo livro. Um livro com compaixão, e metáforas espetaculares.
Estou tão intertida com meu novo livro, que chego até a esquecer, que já havia lido outros.
Estou lendo um livro, que me faz sonhar, me faz querer que ele nunca acabe.
Todas as páginas são uma nova descoberta, todas elas sem nenhum rabisco, ou nenhuma dobra.
E quando este livro acabar, eu começarei a lê-lo novamente.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um sorriso irritantemente beijável.




Ela estava sentada, sozinha e com seus pensamentos levianos ao som de ''30 seconds to mars''.
Aquele era o mundo dela, ninguém ou nada a interrompia.
Mas numa tarde ensolarada e vazia de um domingo qualquer, algo a chamou atenção, e era difícil esse fato acontecer. Mas essa coisa em que ela reparava, era mesmo totalmente impossível de não notar. A ''coisa'' era branca, era radiante, tinha cabelos dourados e um sorriso espetacular que ia de uma ponta da boca até a outra, fazendo um formato desigual. O vento balançava as folhas das árvores que rodeava o parque, e ela estava boqueaberta com o que admirava incessantemente.
A ''coisa'' por questão do destino, ou por simples vontade, ou talvez por ter reparado nela, sentou-se alí, exatamente no banco onde ela estava.
Crianças gritavam atrás de uma bola murcha que ia de um lado para outro, jogada por adolescentes idiotas, que não tinham nada para fazer.
Mas apesar de tanto barulho em volta daquele banco, o silêncio reinava alí. Ela então resolveu olhar o livro que a ''coisa'' lia, discretamente desviou o olhar em direção ao livro dele. Ela conseguiu entender algo como: ''Segredos de uma noite'',
Ela amava aquele livro. Amava mesmo, já havia lido muitas e muitas vezes. Sem pensar soltou:
- ''Olha! Você tem muito bom gosto.''
A ''coisa'' a olhou assustado, pois estava tão concentrado, que não reparou quem estava ao seu lado. Mas educadamente respondeu:
- ''Você gosta? Está falando do livro não é?''
Ela pensava que ele a havia ingnorado, mas ao ver que ele tinha respondido, corou um pouco e disse:
- ''Sim. Gosto muito, aliás todos os livros desta saga são maravilhosos.''
Ele sorriu, e ela sentiu um leve frio na barriga. Então ele disse com um sorriso de lado:
- ''Concordo. Mas como seria mesmo o seu nome?
Ela não esperava que ele fosse se interessar pelo nome dela, mas assim mesmo fez questão de responder:
- ''Marília. Meu nome é marília, e o seu?''
Ele sorrindo como de costume respondeu:
- ''Cris.''
Ela ficou meio envergonhada mas mesmo assim perguntou:
- ''Só Cris? não seria Cristiano, Cristian?''
Ele deu uma risada alta.
- '' Só! Parece estranho, mas é só Cris mesmo.''
Ela sorriu junto com ele, para não parecer deslocada.
- ''Bom, o que você faz por aqui hoje? Não costumo te ver por esses lados. Venho sempre por aqui, e nunca o vi.''
Ele olhando para as crianças gritando respondeu:
- ''Ah, é porque sou novo na cidade, e vim conhecer os pontos bonitos que me indicaram. Mas já vi que estavam certos sobre as mulheres daqui.''
Ela arregalou os olhos, e como era extremamente impulsiva perguntou:
-''Como assim?''
Ele fechou o livro e respondeu:
- ''Me falaram que as mulheres daqui são muito simpáticas e bonitas. Muito bonitas por sinal.''
Ela estava totalmente corada, e com certeza ele havia notado.
- ''Hum.. Quem lhe disse isso? Não sou muito simpática, na verdade você me pegou num dia de humor neutro.''
Ele sempre respondia tudo sorrindo e isso a estava irritando.
- ''Nossa! Mas que personalidade. Eu já havia percebido isso, por conta disto, sentei ao seu lado.''
Ela fez uma cara de desenteresse:
- ''Desculpe a franqueza, mas o senhor ''sorriso'' está dando em cima de mim?''
E sorrindo ele disse:
- ''Senhor sorriso? Uau! Ninguém nunca antes havia se incomodado tanto com meu sorriso espontâneo.''
Ele fez uma pausa e continuou:
- ''Se estou dando em cima de você? Porque acha isso?''
Ela já estava desligando o Mp4 para ir embora, quando olhou para ele e disse:
- ''Como sabe que seu sorriso me incomoda? Desculpe se não deu em cima de mim, mas parece. Ou costuma mesmo ser tão aberto com quem não conhece?''
Ele dessa vez não sorriu, apenas disse:
- ''Alguém já te falou que teus olhos te entregam mais que tuas palavras?''
Ela olhou nos olhos dele e disse:
- '' É? E o que você vê neles agora? O que acha que quero te dizer?''
Ele soltou aquele sorriso novamente, se inclinou até que ficasse bem de frente aos olhos dela e disse:
- ''Sinceramente? Acho que desde que cheguei nesse parque, você me olha discretamente, mas com um olhar de quem quer me conhecer. Acho também que quer me beijar agora mesmo, porque não aguenta mais me ver sorrindo.''
Ele continuou sorrindo, mas agora um sorriso de lado. E ela corou.
-''Acha mesmo tudo isso? Pois então me beije logo, porque não aguento mais ver seus dentes.''
Ele colocou o livro do outro lado do banco e olhou ela nos olhos, segurou sua mão e a beijou.

Ela sabia que aquilo era extremamente fora do comum. Beijar um cara que ela nem conhecia, mas que contraditoriamente realmente a conhecia. Não parecia tão errado assim, beijar alguém por não querer mais o ver sorrir. Parecia na verdade confortante e sem regras.



segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Amizade, diferente do amor, é que podemos ter certeza.


Hoje, meu post vai em especial para duas coisas raras da minha vida.

Por toda vida encontramos pessoas maravilhosas, e também aquelas descartáveis.
Encontramos pessoas que guardamos em nossos corações de uma forma imensurável.
E eu tive um privilégio de ganhar duas cerejinhas de uma vez só!
Elas pra mim, não são as amigas, irmãs perfeitas, são aquelas que eu sei que vão me apoiar, que vão me dar uma bronca pesada, quando acharem que estou errada. Sem se importar se vou gostar do que falam ou não. São aquelas que com apenas um olhar meu, sabem mais do que se eu falasse alguma coisa. Aquelas, que me aliviam com um abraço aconchegante, e as vezes com tapas na cara totalmente amigáveis.
Agradecer é pouco. Acho que o suficiente, é o amor que tenho aqui. Que por sinal é amor demais, ele transborda de uma maneira fantástica. Mesmo quando brigamos, ou nos odiamos por breves instantes, o amor sempre fala mais alto.
Sinto a falta de vocês comigo todo dia, sinto saudades das brincadeiras, das risadas que não paravam nunca, das brigas idiotas, que mais parecíamos meninas de 4ª série. Sinto saudade, dos abraços de toda manhã. Ate quando eu nem queria olhar para cara de vocês. Bate saudade olhar pro lado na sala de aula, e não ter ninguém para comentar como estou irritada por não ter conseguido aquele livro que eu tanto queria, ou pra contar das minhas brigas com minha mãe. (novidade, hehe) Sinto saudade, é de tudo que passávamos juntas, do tempo que tinhamos. Falando em tempo.. Ele e a distancia nos tiraram isso, mas inegavelmente eles nos deram algo muito mais valioso. Que foi a certeza plena, que essa amizade não era momentânea. Não era passageira. É real, sempre foi, e agora se concretiza a todo tempo. Saudade é só uma questão a ser tratada com uma leve autenticidade de nossa parte. O que vale pra mim, e sei que pra vocês também, é o amor que sentimos uma pela outra, mesmo que mudemos, ou que nos afastemos por coisas fúteis. Sei que a sintonia é maior que isso tudo. As pessoas mudam, elas crescem, elas realmente sentem essa necessidade de mudar, é normal, é a essência da vida. Mas estarei aqui, para vocês, sempre que eu puder, e quando não puder também. Porque sei, que farão sempre o mesmo por mim, com a mesma intencidade. Nada está igual como antes, e nem vai ser mais como um dia foi. Não quero resgatar nada que passou, quero construir muito mais. Temos tempo demais pela frente.. Quero olhar pra trás daqui um tempo e dizer pra mim e pra quem quiser escutar: EU TIVE, E TENHO AS MELHORES AMIGAS QUE EU PODERIA UM DIA DESEJAR! e elas estão comigo, sempre.
Na verdade, eu tenho muito mais pra falar, mas acabei me perdendo nos meus pensamentos mútuos, e na vontade de falar tanta coisa aqui. Poderia escrever muito mais. Resolvi fazer isso hoje, porque sei que as coisas estão difíceis. Pra todas nós, mas é exatamente por isso que somos amigas. Tudo vai se encaixar. Amo vocês com todo meu pulmão, artérias, garganta, rins e estômago.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A dor, é a minha razão

Eu tenho medo do que sou, e do que me tornei, tenho medo de mim mesma, das minhas atitudes mal explicadas. Não consigo mais ficar sozinha, minha cabeça bate, bate, bate.. Ela me consome, ela me deixa louca, ela acaba comigo, ela vai tremendo e vai estourando e eu não consigo aguentar os efeitos dela sobre meu corpo, eu me machuco, eu me dilacero. Não sinto mais a dor, é só o medo. É a angustia de estar só... E eu não tô falando só de não estar com o cara que eu goste. Eu tô falando de estar só no verdadeiro sentido da palavra, ME DÁ PÂNICO NÃO VER NINGUÉM DO MEU LADO. QUALQUER PESSOA QUE SEJA. Se não fosse por uma alma, ontem a noite eu já tinha morrido. Suicídio é a minha solução. O suicídio me acalma, pode soar totalmente insano, mas a morte pra mim é a minha única paz. A minha única verdade. Não consigo viver comigo mesma, é um inferno interior. Eu não quero mais isso aqui, tô cansada dessa porra dessa vida de louca, a louca fingindo que é normal. Vão se foder todos, eu quero morrer. Agora. Já! Cadê a coragem? Sou tão covarde, que nem pra morrer eu sirvo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Letra S. Letra de vazios.


Quando bate a saudade de alguém, é como se tirassem um pedacinho do seu coração e comesse, sem se importar se vai sangrar. É como se fosse uma chuva de verão, e o por-do-sol indo embora quando você mais precisa que ele fique. É uma falta que te dá, como se você mesmo não pudesse aguentar sozinho. A saudade é uma palavra tão vazia, uma palavra que me lembra angustias e despedidas sórdidas que obrigaram dois seres ou mais, a se afastarem por completo.
Muitas pessoas dizem que a saudade não causa o esquecimento, mas eu não estou de acordo com essa frase. Acho que a saudade causa o esquecimento contínuo do ser humano. A saudade é uma dor que te dá no fundo do peito, e você não sabe porque, ou como controlar, vai furando teu coração. Eu sinto essa dor o tempo inteiro, é uma dor que não cessa, que não pára nunca... As vezes eu gosto da dor que me dá, as vezes eu choro por não conseguir segurar, e certas vezes eu também procuro tentar entender, o porquê dessa dor.
Muitos falam que a saudade é uma prova de que algo valeu a pena... Eu acho que a saudade é uma metáfora filha da puta. Uma metáfora de amor não correspondido, ou de alguém que machucou muito outra pessoa, e agora não pode mais estar perto. A saudade é imune aos teus outros sentimentos, ela é capaz de devastar você, sem que perceba. Sonhos, saudade, solidão, sentimentos.
A letra S me intriga com seus prefixos e sufixos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Suicídio opcional.


Hoje eu morri.
Hoje a minha melhor parte foi embora de vez. E eu que pensei que podia voltar ao normal.
Não eu não posso, eu hoje resolvi ser o que sou agora. Não tem mais volta, é permanente.
E o que eu sou agora? Uma parte obscura. Sem sentimentos... Ou apenas alguém cansada de sofrer, cansada de ser demais para os outros e não receber nada em troca.
O que os outros pensam que sou? Algum tipo de chão que eles pinsam, sem se importar se estão sujando?
FODA-SE! hoje eu simplismente cansei de ser a otária, cansei de ser a que perdoa, a que aconselha, tô pouco me fudendo pra todo mundo. É, sem exceções!
Hoje, eu vou mesmo é mandar todos procurarem um pisicologo de verdade, e me deixar em paz.
Acho que as pessoas pensam que sou formada em piscicologia pra resolver os problemas amorosos, problemas de família, ou problemas de ereção.
E eu? Quando eles vão querer saber dos meus problemas? Não que eu tenha problemas de ereção.. Mas sabe como é né? Todo mundo precisa ser escutado. Mas eu não. Nunca sou.
Vou guardar meus problemas dentro de mim, e coloca-los pra fora como sempre, pelo meio dos meus entorpecentes. Eles sim me entendem. E como entendem.
E para aqueles que não curtiram o meu novo jeito, só tenho a lamentar. Porque eu prefiro amar a mim mesma. E boa sorte pros que ainda tentam, vejo vocês no fundo do poço.

domingo, 19 de setembro de 2010

Pra que tu quer ser feliz?


Dias como domingo me fazem sentir uma nostalgia ruim, me fazem sentir um vazio, uma falta
que não posso explicar o significado. Falta de que? Ou de quem? Não sei.
Não sei ao certo porque meu coração bate ultimamente, eu mudei tanto, eu mudei por dentro, por fora também, mas minha maior mudança foi a insensibilidade. Não dá mais pra chorar, mas vai acumulando aqui em mim, um coágulo de energias ruins, um coágulo de sofrimento.
Como eu queria poder soltar num grito toda minha dor, toda minha solidão.
Tenho muitas pessoas ao meu lado, mas eu me sinto como se estivesse abandonada.. Pode soar egoísta. Eu sei que é egoísta, todavia eu só queria alguém pra que eu pudesse gritar de amores, poder sentir de novo o que é estar em meio a uma confusão de almas querendo encontrar sua parte perfeita. Eu queria mesmo é poder não ser assim, eu não queria ser assim.
Não seria mais fácil se a gente pudesse ser feliz por conta própria? É, seria, mas não é, e nem nunca vai ser. A felicidade que você precisa está em você, mas você tem que coloca-la pra fora. E quando você coloca ela pra fora, você deseja que ela seja posta em outra pessoa. É assim que funciona.
A felicidade é uma porra de uma necessidade que vai acabar com você, se não souber lidar com ela.